Química e Meio Ambiente. "A Química Ambiental estuda os processos químicos que acontecem na natureza, sejam eles naturais ou causados pelo homem, e que comprometem não só a saúde humana, mas de todo planeta. A Química Ambiental teve sua origem na Química Clássica e se tornou uma ciência interdisciplinar por envolver outras matérias como: Biologia, Ecologia, Geologia."
A partir da década de 60 o mundo foi tomado por uma nova ordem. A informação transformou nosso planeta em um sistema único e cada vez mais integrado. Quando vimos a primeira fotografia do nosso planeta tirada de uma nave espacial, descobrimos que a Terra é azul, flutuando no espaço. Descobrimos também o perigo dos pesticidas, do lixo urbano e industrial e que nosso ar estava se tornando cada vez mais poluído. O modelo econômico, mostrava-se claramente sua capacidade de destruição do nosso Planeta. Além, disso a indústria química era vista como um mero transformador dos recursos naturais para o consumo humano sem se importar com os rejeitos impactantes ao meio ambiente.
Embora com toda a informação e discussão sobre as questões ambientais ainda ocorrem muita desinformação ou contra-informação, o que às vezes dificulta a escolha da melhor opção preventiva ou mesmo paliativa para o problema. Parte desta desinformação pode ser atribuída a um erro histórico dos químicos. Há quatro décadas, quando deixou-se a sociedade sem respostas quando se questionaram, por exemplo, os riscos inerentes ao uso do DDT, dos metais pesados e da emissão de gases causadores de efeito estufa, dentro outros. Vem dessa época também a disseminação de um sentimento de associar a química com o impactante, o nocivo, o sintético (não-natural).
Os avanços da química impactaram, por outro lado, em grandes benefícios para o ser humano, como mostra, no Brasil, os dados do recentes do IBGE. A expectativa de vida do brasileiro passou de 43,3 anos, na década de 50, para 68,1 aos em 1998. Para exemplificar alguns avanços da química: na área de saneamento ambiental e processos de desinfecção de água, ao aumento e diversificação da produtividade agrícola à custa de insumos químicos, bem como da bioquímica, que serve como base da medicina preventivas, desenvolvendo vacinas e novas drogas que aumentam a nossa longevidade. Assim em uma análise centrada em risco/benefício, os químicos podem se sentir muito à vontade para afirmar que suas contribuições têm sido crucial para a melhoria da qualidade de vida no planeta. No entanto, ainda há questões sem respostas, com por exemplo, qual a exatidão e magnitude do efeito estufa e quais suas consequências. Ou ainda, não se tem respostas sobre a toxicidade de todas as novas moléculas que são produzidas.
Cabe a todas as Disciplinas de estudo promover a qualidade de vida de toda a humanidade e respeitando e preservando todas as formas de vida do Planeta.
Mesmo com todos os avanços na área da ciência, ainda vemos grandes populações privadas de algumas tecnologias básicas.E daí encontramos um mudo com grandes injustiças sociais, e países sendo classificados como "desenvolvidos" ou "subdesenvolvidos" ou ainda em "desenvolvimento". A grande reflexão que nós químicos devemos fazer é o quanto temos contribuído para intensificação dessas desigualdades e o que podemos fazer para reversão dessa situação. E daí talvez consigamos enxergar através das vidraças do laboratório uma população e um ambiente que precise cada vez mais de nós.
A importância da Química é cada vez mais crescente para o meio ambiente. Encontrar soluções para o paradigma entre a necessidade de consumo dos recursos naturais e sua preservação é um dos papéis importantes da Química de hoje. Alguns exemplos da atuação da Química, pode-se citar como a produção de produtos biodegradáveis, recuperação de rios poluídos, a reciclagem de resíduos, o tratamento de esgotos e outros.
Metais abundantes: ferro, alumínio, crômio, manganês, titânio e magnésio.
Metais escassos: cobre, chumbo, zinco, tungstênio ouro, estanho, prata, platina, urânio, mercúrio, molibdênio, etc.
Não-metálicos:
Minerais para usos químicos, fertilizantes e usos especiais: cloreto de sódio, fosfatos, nitratos, enxofre, etc.
Materiais de construção: cimento, areia, cascalho, gipso, amianto, etc.
Combustíveis fósseis: carvão, petróleo, gás natural e folhelho betuminoso.
Água: lagos, rios e água subterrânea.
A maioria dos recursos minerais é encontrada na forma de compostos químicos, que devem ser transformados para a obtenção dos materiais úteis ao homem. A reciclagem é uma das formas de atenuar o esgotamento dos recursos não-renováveis, porém existem perdas a cada ciclo de uso e, a longo prazo, as sucatas também serão totalmente consumidas.
Os materiais de construção, dentro da classificação recursos minerais, são os mais explorados e de maior consumo. Alguns podem ser utilizados sem nenhum tratamento, bastando apenas o corte ou a britagem, como as pedras para construção, cascalho, areia e rocha britada. Outros precisam de tratamento químico como aquecimento ou fusão, para serem moldados e utilizados, como a argila para cerâmica, matéria-prima para cimento, gesso e amianto.
As rochas de construção (ardósia, basalto, granito, mármore, etc.) são usadas atualmente para revestimento de fachadas de edifícios, calçadas para pedestres e na decoração, por apresentarem aspecto atraente e boas propriedades físicas. A sua extração não pode ser feita com explosivos poderosos, para não fraturar indevidamente a rocha.
Areia, partículas com granulação inferior a 2 mm de diâmetro, e cascalho, mais grosso do que a areia, são usados principalmente em leitos de estradas e na fabricação de concreto. O cascalho é retirado de leitos de rios, onde o movimento das águas provoca a separação granulométrica devido ao peso, sendo o grão menor transportado rio abaixo.
Os produtos de rocha preparada são diversos, mas podemos destacar, pelo valor comercial e pelo volume utilizado, o cimento, o gesso, a argila e o amianto.
O crescimento constante das cidades exige um suprimento cada vez maior dos materiais de construção e, infelizmente, a exploração tem deixado marcas de destruição que são de difícil e longa recuperação. Os gastos de recuperação de uma área esgotada são de responsabilidade da empresa mineradora e o governo deve fiscalizar e coibir o abandono da área degradada.
A partir da década de 60 o mundo foi tomado por uma nova ordem. A informação transformou nosso planeta em um sistema único e cada vez mais integrado. Quando vimos a primeira fotografia do nosso planeta tirada de uma nave espacial, descobrimos que a Terra é azul, flutuando no espaço. Descobrimos também o perigo dos pesticidas, do lixo urbano e industrial e que nosso ar estava se tornando cada vez mais poluído. O modelo econômico, mostrava-se claramente sua capacidade de destruição do nosso Planeta. Além, disso a indústria química era vista como um mero transformador dos recursos naturais para o consumo humano sem se importar com os rejeitos impactantes ao meio ambiente.
ResponderExcluirEmbora com toda a informação e discussão sobre as questões ambientais ainda ocorrem muita desinformação ou contra-informação, o que às vezes dificulta a escolha da melhor opção preventiva ou mesmo paliativa para o problema. Parte desta desinformação pode ser atribuída a um erro histórico dos químicos. Há quatro décadas, quando deixou-se a sociedade sem respostas quando se questionaram, por exemplo, os riscos inerentes ao uso do DDT, dos metais pesados e da emissão de gases causadores de efeito estufa, dentro outros. Vem dessa época também a disseminação de um sentimento de associar a química com o impactante, o nocivo, o sintético (não-natural).
Os avanços da química impactaram, por outro lado, em grandes benefícios para o ser humano, como mostra, no Brasil, os dados do recentes do IBGE. A expectativa de vida do brasileiro passou de 43,3 anos, na década de 50, para 68,1 aos em 1998. Para exemplificar alguns avanços da química: na área de saneamento ambiental e processos de desinfecção de água, ao aumento e diversificação da produtividade agrícola à custa de insumos químicos, bem como da bioquímica, que serve como base da medicina preventivas, desenvolvendo vacinas e novas drogas que aumentam a nossa longevidade. Assim em uma análise centrada em risco/benefício, os químicos podem se sentir muito à vontade para afirmar que suas contribuições têm sido crucial para a melhoria da qualidade de vida no planeta. No entanto, ainda há questões sem respostas, com por exemplo, qual a exatidão e magnitude do efeito estufa e quais suas consequências. Ou ainda, não se tem respostas sobre a toxicidade de todas as novas moléculas que são produzidas.
Cabe a todas as Disciplinas de estudo promover a qualidade de vida de toda a humanidade e respeitando e preservando todas as formas de vida do Planeta.
Mesmo com todos os avanços na área da ciência, ainda vemos grandes populações privadas de algumas tecnologias básicas.E daí encontramos um mudo com grandes injustiças sociais, e países sendo classificados como "desenvolvidos" ou "subdesenvolvidos" ou ainda em "desenvolvimento". A grande reflexão que nós químicos devemos fazer é o quanto temos contribuído para intensificação dessas desigualdades e o que podemos fazer para reversão dessa situação. E daí talvez consigamos enxergar através das vidraças do laboratório uma população e um ambiente que precise cada vez mais de nós.
A importância da Química é cada vez mais crescente para o meio ambiente. Encontrar soluções para o paradigma entre a necessidade de consumo dos recursos naturais e sua preservação é um dos papéis importantes da Química de hoje. Alguns exemplos da atuação da Química, pode-se citar como a produção de produtos biodegradáveis, recuperação de rios poluídos, a reciclagem de resíduos, o tratamento de esgotos e outros.
Fonte:
http://www.grupoescolar.com/materia/importancia_da_quimica_para_o_meio_ambiente.html. Acesso em: 28/07/2011
Recursos minerais não-renováveis
ResponderExcluirMetálicos:
Metais abundantes: ferro, alumínio, crômio, manganês, titânio e magnésio.
Metais escassos: cobre, chumbo, zinco, tungstênio ouro, estanho, prata, platina, urânio, mercúrio, molibdênio, etc.
Não-metálicos:
Minerais para usos químicos, fertilizantes e usos especiais: cloreto de sódio, fosfatos, nitratos, enxofre, etc.
Materiais de construção: cimento, areia, cascalho, gipso, amianto, etc.
Combustíveis fósseis: carvão, petróleo, gás natural e folhelho betuminoso.
Água: lagos, rios e água subterrânea.
A maioria dos recursos minerais é encontrada na forma de compostos químicos, que devem ser transformados para a obtenção dos materiais úteis ao homem. A reciclagem é uma das formas de atenuar o esgotamento dos recursos não-renováveis, porém existem perdas a cada ciclo de uso e, a longo prazo, as sucatas também serão totalmente consumidas.
Os materiais de construção, dentro da classificação recursos minerais, são os mais explorados e de maior consumo. Alguns podem ser utilizados sem nenhum tratamento, bastando apenas o corte ou a britagem, como as pedras para construção, cascalho, areia e rocha britada. Outros precisam de tratamento químico como aquecimento ou fusão, para serem moldados e utilizados, como a argila para cerâmica, matéria-prima para cimento, gesso e amianto.
As rochas de construção (ardósia, basalto, granito, mármore, etc.) são usadas atualmente para revestimento de fachadas de edifícios, calçadas para pedestres e na decoração, por apresentarem aspecto atraente e boas propriedades físicas. A sua extração não pode ser feita com explosivos poderosos, para não fraturar indevidamente a rocha.
Areia, partículas com granulação inferior a 2 mm de diâmetro, e cascalho, mais grosso do que a areia, são usados principalmente em leitos de estradas e na fabricação de concreto. O cascalho é retirado de leitos de rios, onde o movimento das águas provoca a separação granulométrica devido ao peso, sendo o grão menor transportado rio abaixo.
Os produtos de rocha preparada são diversos, mas podemos destacar, pelo valor comercial e pelo volume utilizado, o cimento, o gesso, a argila e o amianto.
O crescimento constante das cidades exige um suprimento cada vez maior dos materiais de construção e, infelizmente, a exploração tem deixado marcas de destruição que são de difícil e longa recuperação. Os gastos de recuperação de uma área esgotada são de responsabilidade da empresa mineradora e o governo deve fiscalizar e coibir o abandono da área degradada.