segunda-feira, 25 de abril de 2016

Corpo, uma porção limitada de matéria

             Com o mármore, o escultor pode fazer uma estátua. Utilizando a madeira, o carpinteiro constrói uma cadeira. Com o ouro, o ourives produz um colar. Estátua, cadeira e colar são formados por quantidades limitadas de matéria; por isso, são chamados de corpos.
            Podemos, então, apresentar a seguinte definição:

            Corpo é uma quantidade limitada de matéria.

          Nas citações acima, cada corpo é composto de diferentes tipos de  matéria. Isso leva a um novo conceito: o de substância.


REFERÊNCIA

CRUZ, Daniel. A matéria e suas propriedades. In: Química e física. -- São Paulo: Ática, 2002, p. 7. -- (Ciências e educação ambiental)

A matéria está presente em toda parte?

            No espaço sideral, onde se movimentam os corpos celestes, a matéria é muito escassa, mas sempre existe. O vácuo como ausência total de matéria não existe. Quando dizemos que num determinado lugar há vácuo é porque nesse lugar a matéria é extremamente rarefeita. Nunca podemos dizer que não existe matéria no espaço. O que podemos confirmar é que ela existe, mas o seu efeito é muito raro.

REFERÊNCIA

CRUZ, Daniel. A matéria e suas propriedades. In: Química e física. -- São Paulo: Ática, 2002, p. 7. -- (Ciências e educação ambiental)

domingo, 24 de abril de 2016

Uma ciência experimental chamada Química

                  A Química desenvolve-se, principalmente, sob a forma de pesquisa, com várias finalidades, como a explicação de fenômenos naturais e a resolução de problemas práticos. Pode, por exemplo, simplesmente explicar a transformação do magma vulcânico em rocha; pode também adquirir aspecto prático, como na produção de medicamentos ou na comprovação de determinadas reações químicas.
Acadêmicas do curso de Ciências Naturais -- Química da UEPA, realizando experimentos no Laboratório Multidisciplinar de Ciências da EEEM "Papa Paulo  VI", no município de Novo Repartimento/PA.



            
               Qualquer que seja a finalidade da pesquisa química, ela está sempre baseada na experimentação, na observação e na interpretação dos resultados. O mesmo ocorre com todas as outras ciências experimentais, como a Biologia, a Física e a Matemática. Cada uma delas tem características próprias, mas todas comunicam-se  entre si, constituindo um todo denominado genericamente Ciência.

Outras experimentações químicas.

Resultados das reações químicas realizadas.


REFERÊNCIA

VALLE, Cecília. Tecnologia e sociedade, 8ª série -- 1. ed. -- Curitiba: Positivo, 2014, p. 13. 


História da Química

            Na natureza, continuamente ocorrem transformações. Em muitas delas, uma matéria origina outra, num ciclo interminável. Esse tipo de transformação é conhecido por FENÔMENO QUÍMICO e é explicado pela QUÍMICA.
           Nós já estudamos diversas transformações químicas. No corpo humano, por exemplo, ocorrem muitas delas. A digestão se faz por reações químicas, em que algumas substâncias são transformadas em outras. É o caso do amido, existente no pão e no arroz, que já na boca começa a se transformar, inicialmente em MALTOSE, que terminará como GLICOSE, no intestino.
           A QUÍMICA começou a existir como ciência somente no século XVII, época em que o inglês ROBERT BOYLE publicou o livro O QUÍMICO CÉTICO.
           Embora Robert Boyle seja considerado o fundador da Química, mas é LAVOISIER que é o "pai da Química", pois foi das contribuições desse cientista francês que a Química se desenvolveu de forma rápida e com características de verdadeira ciência.
           Antes do surgimento da Química como verdadeira ciência, desde a Idade Média o homem praticava a ALQUIMIA, uma mistura de ARTE e MAGIA, com a qual se buscava obter certas transformações. Dentre elas, os alquimistas procuravam, principalmente, descobrir o "ELIXIR DA LONGA VIDA" e a "PEDRA FILOSOFAL".
         O elixir da longa vida tornaria as pessoas eternas ou longevas, isto é, com vida muito longa; a pedra filosofal transformaria metais em ouro.
         As preocupações com a saúde  e com a duração da vida levaram ao desenvolvimento de um ramo da Alquimia conhecido como IATROQUÍMICA. O termo grego iatro significa médico; assim, podemos entender que a iatroquímica é o ramo da Alquimia que se reocupa com os aspectos médicos das investigações.
        A Alquimia não atingiu seus objetivos, mas colaborou para o conhecimento das propriedades de algumas substâncias.


REFERÊNCIA

VALLE, Cecília. Tecnologia e sociedade, 8ª série -- 1. ed. -- Curitiba: Positivo, 2004, p. 11 e 12.